Os Campbell’s e Os “Discípulos de Cristo”

thomas_campbell.jpgO irlandês Thomas Campbell (1763-1854) nasceu em um lar episcopal anglicano. Depois de três anos estudando na Universidade de Glasgow, na Escócia, que era um centro de excelência do presbiterianismo, foi ordenado pastor em 1787.

Campbell desembarcou nos Estados Unidos em 13 de maio de 1807, vindo da Escócia, aos quarenta e cinco anos de idade, e foi morar na Pensilvânia. Ele era membro de um grupo sectário e rígido chamado “Igreja Presbiteriana Pró-Acordo Separatista Anti-Burguesa e de Velha Luz da Escócia”. Esse longo e pomposo nome é uma claríssima evidência do legalismo, do autoritarismo e do exclusivismo que imperava entre os cristãos nos final do século XVIII e início do século XIX. Apesar de fazer parte de um grupo sectário como esse, Thomas Campbell “por natureza possuía um caráter pacífico e ecumênico” e “tinha relações fraternais com outros cristãos, assunto que lhe causou sérios problemas”.

Conta-se que ele, enquanto visitava uma região da fronteira norte-americana, sensibilizado com a falta de igrejas e ministros naquela região, convidava crentes de outras comunhões, e que há muito não se reuniam por causa da ausência de igrejas da sua denominação, a ter comunhão com eles. Ele foi acusado de violar os regulamentos da sua igreja e foi submetido à disciplina “por admitir pessoas de outras denominações à Ceia do Senhor e ensinar que um leigo pode dirigir um culto quando da ausência de ministros”.

No dia 13 de setembro de 1808 deixou a referida igreja. Então, junto com outros presbiterianos, formou a Associação Cristã de Washington em 17 de agosto de 1809. Ele escreveu um documento chamado “Declaração e Discurso” propondo a solução para a falta de unidade entre os cristãos.