As Marcas das Igrejas de Cristo

AS MARCAS DAS IGREJAS DE CRISTO



CONCÍLIO MINISTERIAL DAS IGREJAS DE CRISTO NO BRASIL


1) A Igreja de Cristo é essencial, intencional e constitucionalmente uma só; consistindo de todos em todos os lugares, que professam sua fé em Cristo e o obedeçam em todas as coisas de acordo com as Escrituras e que manifestam esta fé através de seu temperamento e conduta;

2) Embora esta unidade pressuponha e permita a existência de congregações autônomas, deverá haver harmonia perfeita e unidade de espírito entre todas. Somos uma parte distinta da família de Deus chamada IGREJA DE CRISTO e reconhecemos ser nossos irmãos todos os cristãos do item 1, mesmo que não façam parte deste Movimento de Restauração da Igreja, e queremos manter com eles comunhão desde que esta comunhão não imponha retrocesso no processo de restauração;

3) A Bíblia é a única regra de fé e prática para os cristãos; que não se obrigue nada que não seja expressamente ordenado à Igreja do Novo Testamento, pela autoridade do Senhor Jesus Cristo e de seus apóstolos;

4) As Escrituras do Velho Testamento e do Novo Testamento são inseparavelmente ligadas, formando uma revelação perfeita e completa da vontade divina para a edificação da Igreja; portanto, neste particular não poderão ser separadas. Por outro lado, no que se refere direta e propriamente ao seu objeto imediato, o Novo Testamento é tão perfeito como Constituição para o culto, a disciplina e o governo da Igreja e regra tão perfeita para as obrigações individuais dos membros, como foi o Velho Testamento para o culto, disciplina e governo para o povo de Israel;

5) Nenhuma autoridade humana detém o poder de emendar ou modificar a Constituição original da Igreja. Onde a Bíblia fala, nós falamos, onde a Bíblia não fala, ninguém tem o direito de impor suas opiniões. Nada deverá ser recebido como artigo de fé e adoração da Igreja, nem exigido para comungar os membros que não sejam explicitamente ensinados no Novo Testamento. Porém, reconhecemos que cada cristão e / ou congregação tem liberdade na adoração, louvor e vida cristã, dentro da sua própria cultura;

6) Interpretações e deduções das Escrituras, embora sendo verdaeiras, não podem se transformar em mandamentos e ordenanças da Igreja;

7) Opiniões divergentes quanto a tais interpretações não deverão se transformar em empecilho para comungar na Igreja;

8) A confissão de fé em Cristo Jesus, o Filho de Deus, como único Senhor e Salvador, mediante o arrependimento e a conversão é suficiente para ser batizado e se tornar membro do corpo de Cristo, restabelecendo assim com Deus;

9) Batismo: a única forma de batismo que simboliza biblicamente o sepultamento e a ressurreição com Cristo e o Novo Nascimento para uma nova vida é a imersão nas águas (Rm 6:3-5; Cl 2:12);

10) Todos que tem feito tal confissão deverão demonstrar a sinceridade da mesma em sua conduta, amando e vivendo fraternalmente como membros do mesmo corpo e co-herdeiros da mesma herança;

11) A divisão entre os cristãos é anticristã, antibíblica e anormal. É uma violação direta ao mandamento do Senhor (Jo 17; Ef 4);

12) A negligência à vontade de Deus revelada na Bíblia e a introdução de inovações humanas é e tem sido as causas de corrupções e divisões ocorridas na Igreja;

13) Para se atingir a maior pureza e perfeição da Igreja as necessidades são:

a) Os ministros, qualificados segundo as Escrituras, ensinarem somente os artigos de fé e santidade expressamente revelados e ordenados pela Palavra de Deus;

b) Observar as ordenanças (sacramentos) divinas como forma observadas na Igreja do Novo Testamento, batismo (imersão) e Ceia do Senhor semanalmente;

c) Receber somente aquele que confessar fé em Cristo e que o obedecer de acordo com as Escrituras;

d) Manter-se compromissado com a igreja local cooperando com a obra, em submissão à liderança instituída;

e) Retâ-lo como membro da Igreja enquanto sua conduta estiver coerente com a confissão bíblica de fé;

14) Os métodos e meios adotados por uma igreja local, a fim de obedecer aos mandamentos divinos que não sejam mencionados expressamente nas Escrituras, devem ser vistos como recursos humanos e não como leis, para que não sejam motivos de contendas no corpo de Cristo.


*Documento elaborado pela Comissão do CONCÍLIO DAS IGREJAS DE CRISTO e apresentado em Assembléia Geral em Itapuranga - GO. A Comissão trabalhou de julho de 1986 a fevereiro de 1988, tendo como base a Bíblia Sagrada e o documento de Thomas Campbell "DECLARAÇÃO E DISCURSO".

 

A Comissão:
Pr. Justino Moacir Rosa
Pr. Edson Pereira de Gouveia
Pr. Gerson Vicente de Souza
Pr. Osório Rodrigues Gonçalves
Pr. Waldiberto Moreira Santos
Pr. Geraldo Borges Silva
Pr. Bruce Colson