Bíblia: Alicerce da Fé Cristã

Por: Pr. Ozório R. Gonçalves
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Cada pessoa que seriamente considera os valores espirituais tem que estar profundamente interessada na Palavra de Cristo. A razão é simples, mas profunda: A Palavra de Jesus é a Palavra de Deus. “As cousas, pois, que eu falo, como o Pai me tem dito, assim falo” (João 12:50). Lucas 5:1 nos diz que a multidão aproximou-se de Jesus, “para ouvir a palavra de Deus...”

As perguntas mais importantes são: “Que pensais do Cristo? De quem é Filho?” Todos têm uma opinião ou outra sobre Ele. Para muitos, Ele era apenas um bom mestre, meigo e suave. Para outros, Jesus era apenas um profeta rejeitado; uma figura heroica, mas trágica, a qual perdeu a vida na cruz. Mas, conforme a Bíblia, Ele era, e é, o Criador, o Todo-Poderoso, o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores. Ignorar a Cristo significa rejeitar a Deus. Jesus é, na verdade, o Filho de Deus e portanto, não pode ser ignorado! Por outro lado, responder a Cristo significa obedecer a Deus e a Sua Palavra.

A Palavra de Cristo possui, por si, grande autoridade, pois é a Palavra de Deus. “E muito se maravilhavam da sua doutrina, porque a sua palavra era com autoridade” (Lucas 4:32). Os milagres de Jesus confirmavam que Sua Palavra era, na realidade, a Palavra de Deus:

Rabi, sabemos que és Mestre vindo da parte de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele” (João 3:2).

João afirmou que “fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, porem foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (João 20:30-31).

Então, sendo a Palavra de Jesus também a Palavra de Deus, é desastroso dilui-la com doutrina e tradições humanas. Nos tempos de Jesus, os líderes judaicos haviam juntado tradições antigas e as ensinado, como se estas fossem a Palavra de Deus. Foi por isso que Jesus severamente os condenou:

“Invalidando a Palavra de Deus pela vossa própria tradição que vós mesmos transmitistes: e fazeis muitas outras coisas semelhantes” (Marcos, 7:13).

Muitos dos líderes religiosos dos nossos dias fazem exatamente o mesmo erro: recolhem tradições e credos humanos, dando-lhes autoridade, como se fossem a Palavra de Deus.

Para ilustrar este ponto, surgiu recentemente, na revista Times, um artigo sobre uma das seitas mais conhecidas. Um dos principais líderes escolásticos desse movimento pesquisou, profundamente, a vida e as obras literárias da figura proeminente desse grupo. Depois de terminar suas investigações, ele revelou o fato de que a maior parte das obras da “profetiza” em questão havia sido copiada de outras fontes, sem mencionar o fato. Assim, a integridade de mais um movimento religioso caiu, terrivelmente, pois a sua doutrina se baseia, em parte, nas “interpretações divinamente inspiradas” dela, as quais nada mais são do que adaptações de outros escritos.

Qualquer movimento religioso, além do da Bíblia Sagrada, depende dos pronunciamentos de um suposto profeta, o qual afirma ter recebido novas relações diretamente de Deus. Cuidado, estudante! Existe apenas uma Palavra de Deus, elaborada pelos profetas, por Cristo e por Seus apóstolos. A Bíblia nos adverte, em termos claros, sobre o perigo de acrescentar novos “evangelhos” ou doutrinas a esta Palavra. Por exemplo, Paulo disse que, se um dos próprios anjos de Deus nos revelasse um novo “evangelho”, esse e sua mensagem deveriam ser recusados (Gálatas 1:6-9). E, no final da Bíblia, vemos esta advertência:

Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro; e se alguém tirar qualquer cousa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa, e das cousas que se acham escritas neste livro. Aquele que dá testemunho destas cousas diz: Certamente venho sem demora. Amém. Vem, Senhor Jesus” (Apocalipse 22:18-22).

PODER PERPÉTUO DA PALAVRA
A Palavra de Cristo é essencial para a nossa conversão e o desenvolvimento do nosso caráter cristão. Em primeiro lugar, a Palavra produz fé: “Muitos outros creram nele, por causa da sua palavra” (João 4:41). O Apóstolo Paulo disse: “E assim a fé vem pela pregação e a pregação pela Palavra de Cristo” (Romanos 10:17). A Palavra pode nos purificar através da nossa obediência às Suas instruções: “Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado” (João 15:3). Jesus esperara que a Sua Palavra habitasse em corações humanos, ao ponto de ser ela a força dominante na vida, dirigindo-os para o caminho da justiça divina. Os líderes judaicos caíram na condenação eterna, por não terem no coração a Palavra do Senhor (João 5:38). Portanto, o requisito central do discipulado é permanecer na Palavra de Deus:

A Palavra de Cristo não terminou com Sua morte. Ele ordenou que Seus apóstolos permanecessem em Jerusalém, depois da Sua ressurreição e ascenção, justamente para receberem o Espírito Santo e serem por Ele guiados (Lucas 24:49). O Espírito Santo os guardaria na pregação da Sua Palavra:

Mas, o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as cousas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito” (João 14:26).

Quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará todas as cousas que hão de vir” (João 16:13).

A DOUTRINA CRISTÃ REVELADA INTEIRAMENTE
No dia de Pentecostes (a festa judaica comemorada cinquenta dias depois da Páscoa), os apóstolos receberam o Espírito Santo:

De repente veio do céu um som, como o de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. E apareceram, distribuídas entre eles, línguas como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo, e passaram a falar em outras línguas, segundo o espírito lhes concedia que falassem” (Atos 2:2-4).

Portanto, a Palavra que eles ensinavam foi inspirada pelo Espírito Santo. O Apóstolo Paulo disse:

Faço-vos, porém, saber, irmãos, que o evangelho por mim anunciado não é segundo o homem; porque eu não o recebi, nem o aprendi de homem algum, mas mediante revelação de Jesus Cristo” (Gálatas, 1:11-12).

Na realidade, Paulo advertiu aos cristãos contra o perigo de receber qualquer mensagem diferente, até mesmo se fosse entregue por um anjo (Gálatas 1:8-9). Os cristãos primitivos receberam a doutrina cristã, em sua forma final e perfeita, pois Paulo posteriormente afirmou que os homens de Deus já havia recebido todo o necessário para chegarem à perfeição na vida cristã “em toda boa obra” (II Timóteo 3:17). Pedro nos disse que havíamos recebido “todas as cousas que pertencem à vida e à piedade” (II Pedro 1:3). Em vista disso, os irmãos estavam capacitados para contenderem eficazmente pela fé “uma vez por todas entregue aos santos” (Judas 3). Então, no fim dos tempos apostólicos (aproximadamente 100 anos d.C.), a fé havia sido revelada, em sua forma completa, para nosso aperfeiçoamento cristão.

O CONTRASTE ENTRE A PALAVRA DE DEUS E A DOS HOMENS
Sabendo que estavam pregando a autêntica Palavra de Deus, os apóstolos procederam com um entendimento sério da magnitude do seu trabalho. Não abandonaram o ensinamento da Palavra para trabalharem em qualquer outro ramo: “Então os doze convocaram a comunidade dos discípulos e disseram: Não é razoável que nós abandonemos a Palavra de Deus, para servir às mesas” (Atos 6:2). Os recém-convertidos demonstraram a mesma dedicação à Palavra: “Entrementes, os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra” (Atos 8:4). Conforme a afirmação de Paulo, estes obreiros não manejavam enganosamente a Palavra: “... rejeitamos as cousas que, por vergonhosas, se ocultam, não andando com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus; antes, nos recomendamos a consciência de todo homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade” (II Coríntios 4:2). E, o Apóstolo Pedro advertiu àqueles que usariam mal a Palavra de Deus e de como seriam, por isso, condenados (II Pedro 3:16).

Você deve se lembrar, sempre, que há uma grande diferença entre a palavra do Senhor e a palavra dos homens. Uma é divina e a outra, humana; uma é inspirada e a outra, carente de inspiração divina. Uma é autoritária, para governar o comportamento humano; a outra é simplesmente a opinião dos homens.

Então, como é que devemos receber a Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus?

... tendo vós recebido a palavra que de nós ouvistes, que é de Deus, acolhestes não como palavra de homens e, sim, como, em verdade e, a palavra de Deus, a qual, com efeito está operando eficazmente em vós, os que credes” (I Ts 2:13).