David Sanders, uma história... - II - A Juventude

II – A Juventude

Com meus quinze anos, na Escola, parece-me que fui testado, por mim mesmo ou por Deus. Tive uma experiência que me levou a preparar-me melhor. Foi com meu professor de teatro (ou dramatização). Era um tipo de poesia que pude declamar, e fiquei em segundo lugar. “Bem”, eu pensei, “Deus me deu uma boa voz, não é para seguir carreira...”. Veio a tentação de ficar orgulhoso.

No ano seguinte, estava tentado: “Se eu ganhar o primeiro lugar, é certo que vou continuar, não é?!” Mas, não ganhei. Acho que fiquei em quarto lugar naquele ano.

“Então, talvez Deus não queira isto pra mim, já que não fui bom o bastante”, pensei.

Mas, passaram-se os anos, e quem sabe eu tenha afastado um pouco a ideia de ser missionário... E preparava-me para ir para uma Faculdade Agrícola perto de nossa casa. Nessa época, já tínhamos mudado de fazenda. Eu, com pouco mais de idade, continuava indo a diferentes igrejas, trabalhando muito com os jovens e sentindo de servir a Deus onde estava.

Naquele ano, preparando-me para a Faculdade, tive uma experiência, não sei se dolorosa, de jovem, de tristeza, de incapacidade de servir. Uma espécie de incredulidade sobre se Deus queria que eu fizesse aquele trabalho.

Depois desta experiência de tristeza, fui para o meu quarto e estive orando a Deus. Oferecendo, fazendo confidências a Ele, senti... A única alegria que podia ter.

Olhando para trás, estranhei que já tivesse essas emoções que eram tão interiores – não é?! –, de servir a Deus. E orei em meu quarto; de novo, ofereci-lhe a minha vida ao trabalho missionário. Orei para a renovação da fé, no sentido de que voltasse a minha vida novamente ao trabalho.

Talvez, aquela tristeza que deu em minha vida, foi porque, então, em lugar de ir estudar agricultura, eu fora estudar outra coisa... Fui procurar o pastor da Igreja e perguntei-lhe o que eu deveria ou poderia fazer. Ele falou sobre eu ir estudar numa faculdade cristã, teológica, que havia a uma pequena distância da Igreja. Mas, recomendou uma outra, mais distante. Parece-me que em razão de que, lá, a pessoa podia estudar e pagar as despesas trabalhando em alguma coisa.