David Sanders, uma história... - XIII – A Arrancada Missionária

XIII – A Arrancada Missionária

Finalmente, chegando o tempo de formatura e de sair da Faculdade, o grupo de formatura da nossa sala estava, cada um, decidi para onde iria; outros tinham, até mesmo, lugar preparado para ir.

Eu não tinha. Mas me concentrava em algum lugar fora... E acontecia de não ter nenhuma ideia de como poderia ir...

Por fim, falando com vários irmãos, professores e pessoas sobre como poderia ir – porque eu não era de muita conversa, não perguntara àqueles missionários como eles haviam conseguido – fui informado sobre uma sociedade de missões que poderia me enviar.

A sociedade não era muito ligada à Faculdade, esta era mais voltada para as missões diretas. E, por causa de suas ideias, dessa doutrina, achava que algumas missões estavam enviando missionários que não fossem fieis. Havia, então, a barreira.

Ao falar com eles, eu ainda não sabia como poderia ir...

Assim, depois de pensar e conversar com um professor no último dia da nossa reunião do grupo de formados, eu tinha orado bastante e concluído que deveria ir para o Brasil. E apresentei isto a eles: Que nós, como irmãos, como um grupo, poderíamos enviar um missionário para o Brasil, porque era preciso mandar um missionário para lá.

Eu não conhecia quase nada do Brasil, mas, por causa do chamado, achava bom, não é?! Então, disse isto para o grupo da sala de aula, uns dezoito alunos, que precisávamos enviar missionários. E estava pronto a ajudar qualquer pessoa que quisesse ir. Eu ajudaria. Mas, se não havia nenhum voluntário, eu seria o voluntário. “Se vocês quiserem me enviar, eu serei o voluntário”, disse-lhes.

Acabaram aprovando-me, e comprometeram-se, cada um deles, em me ajudar. Ninguém sabia como, mas prometeram uma ajuda de dez dólares, cada um... O que chegava a um total de cento e cinquenta por mês.

Então, antes de nos separarmos, escolheram um secretário e um tesoureiro para receber o dinheiro e depositá-lo para minha ida para o Brasil.

Para melhor me preparar – e, parece-me, também, que senti naquela época a necessidade de estuar mais – resolvi passar por uma universidade, preparando-me para ir ao campo.

Passei dois anos estudando o mestrado em artes e estudos bíblicos, junto com alguns cursos seculares, como o espanhol, que talvez me ajudasse no português, e outros que achava práticos.