David Sanders, uma história... - XVII – A Partida dos EUA e Chegada ao Brasil

XVII – A Partida dos EUA e Chegada ao Brasil

Quando já formado, os estudos terminados, além de tentar os vistos, durante um ano, passei visitando as igrejas para angariar fundos para viagem. Assim foi a preparação.

Procuramos primeiro um navio, mas não houve facilidades para fazer as reservas com antecedência. Finalmente, consegui, em fevereiro ou março de 1948, de avião, e viajamos para o Brasil. Ajuntamos o que tínhamos; alguma coisa, a igreja mandaria por navio, quando pudesse. E chegamos ao Rio de Janeiro.

Eu avisara a Orlando Boyer. Não pedira que fosse-me encontrar, só o avisei que estaria chegando. Tinha reserva em um hotel. Cheguei e não achei a reserva, mas Orlando Boyer estava lá me esperando.

Fiquei surpreso ao ouvir meu nome no alto-falante, não sabia que ele viria me buscar no aeroporto.

Mas nós descemos lá, naquela ilha* do Rio de Janeiro, época em que não havia ponte, e entramos num pequeno barco. Chovia e ventava, parecia que estávamos muito sozinhos, ali, no barco...

Chegamos às onze horas da noite, porque o voo se atrasara.

Orlando Boyer e Olson, levaram-nos para a casa deles, para ficarmos aquela noite e, no outro dia, procurar um quarto. E alugamos um na Tijuca. Era uma espécie de pensão familiar, todos almoçavam juntos, numa grande mesa, como num lar e lá sentamos para o nosso primeiro almoço. Sem saber falar português.

*Ilha do atual Aeroporto Internacional do Galeão, na época sem a ponte.