David Sanders, uma história... - III – As Abelhas Terapêuticas

III – As Abelhas Terapêuticas

Mas, falando dessas experiências de jovem – voltando bem atrás no tempo –, eu tinha umas caixas de abelhas e as colmeias davam uma boa renda.

Cuidava delas e de um pequeno pomar aonde iam-se alimentar para produzir o mel. E, um dia, uma colmeia saiu de uma caixa, isto é, a rainha saiu e as abelhas atrás dela. E, por alguma razão, pararam em uma árvore... Alguém me aviou que elas estavam lá.

Quando elas saem, e nós vemos, é só fazer barulho com palmas e panelas que elas vêm parando; mas, este dia, elas pararam sem qualquer barulho naquela árvore...

Então, preparei-me com um véu e fumaça, e fui diretamente pensando em como pegá-las, bem no alto da macieira. Encostei a escada, peguei um balde e subi. Difícil subir com essas coisas nas mãos, tendo a escada livre para balançar a árvore! Cheguei lá, bem alto, com muito vento; dei uma sacudidela naquela árvore coberta de grande quantidade de abelhas para que caíssem no balde, para que eu levasse. Porque enquanto a rainha estivesse lá, elas eram atraídas.

 

Mas, logo antes de eu poder descer, elas começaram a me picar, ao redor do pescoço e da camisa... Iche!... O que é que eu podia fazer? Deixar tudo cair no chão e correr? Pensei comigo... Espalhei a fumaça ao redor da cabeça; deixei o balde que fazia a fumaça cair; fiquei com o balde das abelhas... Desci da escada, fui abrir a tampa, e joguei-as lá dentro com a rainha.

Todas entraram, menos aquelas que estavam no meu pescoço, não é?! –, mas, quando a rainha caiu lá, elas seguiram, todas as que sobravam. Meu pescoço estava como que queimando...

Voltei para casa, e entrei em um tanque, que enchi de água fria, pois estava sozinho... Meus pais tinham saído, nem pude esquentar a água.
Mas, eu sofria muito com artrite na minha perna, e fui curado pelas abelhas.