David Sanders, uma história... - XXIII – O Delegado

XXIII – O Delegado

E conversei com outro homem. Conversando mal – o que é pior, não?! – eu pensei: Talvez ele não saiba exatamente o que eu esteja falando. Mas, graças a Deus, nada aconteceu.

Chegando em Goiás, conversei com um que tinha um pano embrulhando o braço, e falei sobre o Evangelho. Ele disse-me que estava no trabalho de delegado, indo buscar alguns cavalos roubados. Estava voltando para casa. Então chegamos a Anápolis juntos.

O delegado falara do lugar onde morava, perto de Formoso, perto de Estrela do Norte. Fiquei na dúvida. E ele, depois, me contou que esteve em dúvida também, se deveríamos ficar no mesmo quarto, por causa da possibilidade de um poder roubar o outro – não é?! Ainda que conversássemos, eu pensei: Será que ele, com esse braço embrulhado, não será muito perigoso? Ele tinha revólver, e eu não... Dormimos juntos e, no dia seguinte, cada um seguiu seu caminho.

Anos depois, quando o encontrei e batizei-o, lá onde morava, então lembramo-nos daquele incidente, ou do propósito de Deus.