David Sanders, uma história... - XXVII – Os Primeiros: Adoção e Batismo

XXVII – Os Primeiros: Adoção e Batismo

Nesse intervalo, depois de algum tempo, uma dessas crianças, uma menina, disse que tinha um irmão que o pai abandonara, e queria dar esta criança para nós criarmos.

Bom, isso foi chocante também. E fomos visitar o lar, a avó que estava criando a criança. Havia a mãe, mas o pai fora para as minas de ouro e desaparecera, disseram-nos, e insistiram para que cuidássemos da criança. Naquele momento, pessoalmente, nós não queríamos; mas eles estavam dispostos; todos eles estavam sozinhos. E levamos aquela criança.

Pensamos que deveríamos fazer tudo legalmente, no cartório, mas disseram que podíamos adotar até ter cinquenta anos, naquela época. Então assinamos um documento que não era de adoção, mas uma autorização para criar.

Esta criança ficou conosco até quase os dezoitos anos; então, quis casar-se e eu disse que não podíamos autorizar... Isso por quê? Não por falta de piedade, mas porque éramos muito legalistas naquela época.

Já tínhamos nosso primeiro filho, Starla já nascera.

Este rapaz, quando íamos para a escola domingo pela manhã, passando pela igreja católica onde havia uma estátua de Jesus ou Maria, parece-me, ele sempre indagava alguma coisa.

Dona Ruth e eu tínhamos o costume, em casa, de tomar a ceia sozinhos, ele via isto e sempre perguntava por que estávamos tomando, e dizíamos: Isto é para os crentes em Jesus Cristo. Tentamos ensinar isto a ele, que queria tomar a ceia, e achávamos que ainda não podia...

Então, ele quis saber como poderia saber quando poderia tomar. E o encorajamos, de que ele deveria ser crente. E ele disse: Eu creio, e aceito Jesus, e quero ser batizado. Finalmente, o batizamos ainda bem jovem. Não era contra a nossa crença, mas ele quis tanto ser batizado que achamos não devíamos negar. Realmente, ele foi o nosso primeiro batismo.

As crianças da escola assistiram e acharam interessante; não é?! E, então, ele começou a tomar a ceia conosco em casa.