As Igrejas de Cristo / Cristãs e o Movimento de Restauração

AS IGREJAS DE CRISTO / CRISTÃS E O MOVIMENTO DE RESTAURAÇÃO

PASTOR JEFF FIFE


SIMPLESMENTE CRISTÃO

No que você crê? Na nossa perspectiva o principio “nenhum credo, mas só Cristo, nenhum outro livro, mas somente a Bíblia” deveria ser uma resposta adequada a esta pergunta e um guia suficiente para uma doutrina sólida. Mas devido à confusão existente entre as religiões no mundo de hoje, há a necessidade de uma resposta mais detalhada a esta pergunta, pelo menos para aqueles que honestamente querem saber.

A HISTÓRIA DO INÍCIO DO MOVIMENTO DA RESTAURAÇÃO

Com raízes nas Ilhas Inglesas, o Movimento da Restauração passou a ter vida nos Estados Unidos da América na virada do século XIX. Os líderes pioneiros foram homens como Elias Smith e Abner Jones na Nova Inglaterra (nordeste dos EUA), James O’Kelly na Carolina do Norte e Virginia, Barton W. Stone em Kentucky, Thomas e Alexander Campbell na Pensilvânia e na Virginia do Oeste, e Walter Scott no sul de Ohio. Todos estes homens eram pastores dedicados de denominações predominantes.

Com pouquíssimo contato entre eles, estes homens e outros que estavam junto a eles passaram a crer que uma igreja dividida não acomodava a vontade e nem a Palavra de Deus e que credos humanos, por mais corretos que fossem em sua substância, perpetuavam o sectarismo e as barreiras denominacionais quando se tornavam testes de comunhão. Nossos líderes pioneiros chamaram o povo para o simples Evangelho de Jesus Cristo, para a autoridade das Escrituras, para o direito de julgamento privado em questões de opinião e a unidade de todos os crentes (Cristãos).

Este chamado tomou várias formas: “Onde as Escrituras falam, nós falamos; onde as Escrituras não falam, nós calamos”; “No essencial, unidade; no não essencial, liberdade; em todas as coisas, o amor”; “Usar nomes Bíblicos para coisas Bíblicas”; “Nenhum credo, somente Cristo, nenhum outro livro, só a Bíblia”; “A Bíblia é a nossa única regra de fé e prática” e “Não somos os únicos Cristãos, mas unicamente Cristãos”.

Estas afirmações eram muito mais do que simplesmente clichês. Elas representavam a firme determinação de aceitar a autoridade única das Escrituras como regra, para rejeitar a divisão sectarista, para trabalhar na restauração da igreja primitiva em fé e em prática e para promover a unidade de todos os crentes (Cristãos).

RESTAURAÇÃO E UNIDADE

Com certeza quando os líderes pioneiros começaram não sabiam todos os caminhos e direções que suas escolhas os levariam. Levou Rice Haggard a promover o nome “Cristão” com sucesso na República Metodista na Carolina do Norte e Virginia em 1794 e aos Presbiterianos em Springfield, Kentucky em 1804.

Levou a dissolução dos Presbiterianos em Springfield e a “união ao corpo de Cristo em seu todo” por Barton W. Stone e outros em Cane Ridge no dia 28 de junho de 1804. Fez com que uma congregação associada aos Campbells em Brush Run, Washington County, Pensilvânia, passasse a observar a Santa Ceia semanalmente a partir do dia 8 de maio de 1811. Levou Alexander Campbell a examinar sua alma e estudar profundamente as Escrituras na ocasião do nascimento de seu primeiro filho e assim passar a rejeitar o batismo infantil, e chegando à conclusão que o batismo era por imersão e não aspersão. Imediatamente Thomas e Alexander Campbell foram batizados por imersão em obediência à ordenação de Senhor Jesus Cristo no dia 12 de junho de 1812.

Levou a Associação Blue River das igrejas Batistas no sul de Indiana a se dissolver e a tornarem-se “somente Cristãos” em 1821. Levou Walter Scott a desenvolver a apresentação simples do plano da salvação usando os cinco dedos da mão (fé, arrependimento, batismo, perdão dos pecados e dom do Espírito Santo e vida eterna), pelo qual milhares vieram a confessar Jesus Cristo como salvador na Western Reserve nos anos de 1827-30. Levou a união das ramificações dos movimentos de Campbell e Stone nos últimos dias de 1831, celebrando juntos a Santa Ceia em Lexington, Kentucky, no dia de ano novo de 1832, porque eles eram unidos no essencial quanto a fé, mesmo que houvessem muitas diferenças de opiniões.

A unidade sustentou o movimento sem divisões durante a Guerra Civil, apesar de haver muitas divergência de opiniões quanto à escravatura. Permitindo que pessoas tivessem comunhão juntas considerando a cada irmão e irmã em Cristo, mesmo havendo diferença sobre questões do uso de órgão nos cultos, pastores serem pagos ou não, Santa Ceia aberta ou fechada, associações missionárias e outras, o movimento continuou unido. Levou a uma “igreja livre” numa “terra livre” onde o movimento se multiplicou rapidamente. No início da guerra em 1861 o movimento tinha cerca de 200 mil membros e já em 1909 em apenas 48 anos o movimento contava com cerca de 1.5 milhões de membros nos EUA.

DECLARAÇÕES DE GARFIELD

Devido a muitas perguntas recebidas em relação a este movimento que crescia tão rapidamente, o então Presidente dos EUA (1881) e membro das Igrejas de Cristo/Cristãs James A. Garfield escreveu esta declaração clássica: “Qual é a Nossa Posição”.

1. Nós nos chamamos Cristãos, ou Discípulos de Cristo.
2. Nós cremos em Deus, o Pai.
3. Nós cremos em Jesus como o Cristo, o Filho do Deus vivo e nosso Salvador. Nós temos a divindade de Cristo com uma verdade fundamental do sistema Cristão.
4. Nós cremos no Espírito Santo, como agente de Deus para a conversão e habitação nos corações dos Cristãos.
5. Nós aceitamos as Escrituras de ambos os Testamentos, o Antigo e o Novo, como a Palavra inspirada por Deus.
6. Nós cremos na punição futura do perverso e na recompensa eterna dos justificados.
7. Nós cremos que Deus é uma Deidade que ouve e responde as orações.
8. Nós observamos a instituição da Ceia do Senhor no dia do Senhor. A esta mesa nós não convidamos e nem excluímos; dizemos que é a Ceia do Senhor para todos os filhos do Senhor.
9. Nós defendemos a união do povo de Deus na Bíblia e somente na Bíblia.
10. Nós mantemos todas as ordenanças e cremos que elas devem ser observadas da mesma forma que foram nos dias dos Apóstolos.

Durante o século XX, divisões ocorreram dentro do Movimento da Restauração. Estas divisões tiveram muitas causas. Em alguns casos, foram questões de preferências pessoais que foram elevadas a ponto de serem colocadas como testes de fé. O silêncio das Escrituras tem sido usado para quebrar a comunhão entre os Cristãos. Outros lançaram de lado a validade do Novo Testamento e sua auto-suficiência com regra de fé e prática para a igreja. A respeitabilidade às denominações tem sido considerada mais importante que o próprio Evangelho e sua forma de governo. Em praticamente todos os casos, o orgulho sectarista tem tomado o lugar do apelo pela unidade da igreja de acordo com a doutrina da Palavra de Deus.

Mesmo que o Movimento da Restauração tenha sido impedido por estes fatores, o Movimento não morreu. O motivo de sua persistência provavelmente seja porque não é e nunca foi uma organização estruturada; mas é uma comunhão livre. Todas as vezes que indivíduos e congregações seguirem com sinceridade o Novo Testamento como sua única regra de fé, ordem e prática, e o princípio “no essencial, unidade; no não essencial, liberdade; em todas as coisas, amor”, o Movimento continuará crescendo e congregações estarão crescendo.

NO ESSENCIAL UNIDADE

 Deus como Pai, Jesus como o Messias, os fatos do evangelho (Sua morte, sepultamento e ressurreição), o poder e a presença do Espírito Santo, a inspiração e autoridade das Escrituras, a importância de nomes Bíblicos, as ordenanças divinas do batismo e da Ceia do Senhor e a autonomia da igreja são alguns conceitos do Novo Testamento que mantêm as pessoas unidas em Cristo.

Jesus com o Messias é a verdade fundamental do Cristianismo. Crer em Jesus Cristo como Senhor é a base do nosso inteiro relacionamento com Deus. É a base para toda resposta na conversão. Não é de se admirar que quando Jesus Cristo ordenou aos Seus apóstolos em Marcos 16.15,16 “Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas,” Ele afirma que “quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado”. Crer em Jesus Cristo como Senhor é a base de tudo. Sem esta fé há somente condenação.

Através desta perspectiva de justificado pela fé fica fácil entender e explicar com clareza as conversões no livro de Atos. Para o carcereiro Filipense de Atos 16, que provavelmente nunca havia ouvido falar do Cristo, e possivelmente nem do Deus Jeová, mas que perguntou o que deveria fazer para ser salvo, e Paulo respondeu, “Creia no Senhor Jesus, e serão salvos, você e os de sua casa” (v. 31). Respondendo em fé, o carcereiro e sua casa foram batizados naquela mesma hora da noite. Alguns anos mais cedo o eunuco Etíope havia respondido à mesma mensagem pregada por Filipe, o evangelista. Convencido pela pregação de Filipe de que Jesus era o Messias de Isaías 53, o eunuco perguntou o que lhe impedia de ser batizado. Ele e Filipe entram na água, e o eunuco foi batizado.

Toda resposta ativa de conversão apóia-se na fé que Jesus Cristo é o Messias de Deus. Atos de obediência não são, como Paulo escreve em Tito 3.5, “não é por atos de justiça por nós praticados,” mas por expressões de fé pelas quais somos justificados em Cristo Jesus e recebemos a graça de Deus. Fé é necessária para arrependimento à mudança de coração, é vital para o confessar de nossas bocas, e é essencial para o batismo nas águas. Quando nos aproximamos de Deus com fé genuína em Jesus Cristo como Senhor, contudo, arrependidos, confessando e submetendo-nos a Ele no batismo, através do poder regenerativo do Espírito Santo, nós experimentamos a transformação maravilhosa do novo nascimento. Paulo descreve de uma forma sensacional uma faceta desta experiência quando ele escreve aos Romanos, “Pois com o coração se crê para justiça, e com a boca se confessa para salvação” (10.10).

A fé não é abandonada nos primeiros passos do plano da salvação; nem é deixada na água quando saímos da sepultura do batismo. A apostasia ou o cair na fé afastando-se dela é sobre o que o autor de Hebreus adverte a seus leitores Cristãos em sua carta. Não é nada menos que deixarmos de lado a fé em Cristo Jesus, mantendo a confiança n’Ele, em contra partida, continuará nos trazer todas as coisas de valores eternos. Tratemos a fé com preciosidade, guardando-a carinhosamente e sendo fieis a ela. 

EM OPINIÃO, LIBERDADE

E sobre as questões das quais as Escrituras não falam claramente? Estas questões devem ser consideradas como questões de opinião.

Uma chave importante da unidade e do crescimento do Movimento da Restauração no século XIX foi a determinação dos Cristãos em manter a liberdade de opiniões próprias. Eles se recusaram em estabelecer termos para a comunhão além daqueles que são claramente ensinados no Novo Testamento.

Surgiram problemas quando houve opiniões divergentes na igreja do Novo Testamento e Paulo claramente tratou destas questões em Romanos 14; 1 Coríntios 8.1-13; 10.23-33; Gálatas 4.9-11; 5.1,13,14; Colossenses 2.16-22. Nestes textos ele nos providencia declarações forçosas sobre a liberdade de consciência em áreas de julgamento próprio e lições claras aos Cristãos de conduta de uns para com os outros sobre estas questões. O grande apóstolo maravilhosamente junta as virtudes gêmeas, liberdade e responsabilidade.

Baseado nos ensinamentos de Paulo neste assunto foi estabelecido a verdade fundamental que opinião humana nenhuma pode ser acrescentada ao evangelho como termos de necessidade para salvação e comunhão da igreja. Aos Gálatas e Colossenses ele afirma que acrescentar qualquer requerimento, além daqueles que ele havia proclamado, seria falsa doutrina e seria negar a justificação pela fé em Jesus Cristo.

A igreja cresce mais em quantidade e qualidade quando a fé é enfatizada e proclamada e as opiniões pessoais são guardadas em particular. Esta verdade é uma necessidade vital para os nossos dias.

EM TODAS AS COISAS, AMOR

A maioria dos ensinamentos sobre o direito de opiniões pessoais no Novo Testamento vai além das questões pessoais e trata de nossa responsabilidade para com os outros. Não devemos agradar a nós mesmos, mas devemos buscar o caminho que promova a edificação, harmonia e unidade. A unidade da igreja pode ser mantida quando o amor prevalece em nosso meio.

Nas questões de opinião o amor é servido e a unidade é preservada quando os Cristãos refreiam os julgamentos uns dos outros. Alguns têm a tendência de criticar e condenar aqueles que são inclinados a dar mais liberdade nestas áreas. Aqueles que têm a mente mais aberta nestas questões têm a tendência de assumirem atitudes de sofisticação e desprezo, até mesmo ridicularizando os Cristãos que têm a mente mais fechada. Dentro da igreja não existe lugar para ambas estas atitudes. Como Cristãos livres que somos, o Novo Testamento condena ambos os que criticam e eliminam as pessoas de suas listas e os que se contentam em sua arrogância. Quando questões de opinião surgem na igreja, a solução não se encontra em insistir que todos concordem ou tomem um lado especifico, mas a solução se encontra em insistirmos no amor Cristão. Paulo aconselha: “Por isso, esforcemo-nos em prover tudo quanto conduz à paz e à edificação mútua” (Romanos 14.19).

EVANGELISMO MUNDIAL

Em 1849, na cidade de Cincinnati, Ohio, 156 representantes das Igrejas de Cristo de dez estados norte-americanos reuniram-se com o propósito de formar a “American Christian Missionary Society” (Sociedade Missionária Cristã da América). O próprio Alexander Campbell foi o presidente desta associação até sua morte em 1866. No ano de sua formação foi escolhido o primeiro missionário a ser enviado pelas Igrejas de Cristo: o Dr. James Turner Barclay e família que foram enviados para a Terra Santa (Jerusalém) em 1851 retornando aos EUA em 1861.

James T. Barclay, nasceu na Virginia, foi neto de Thomas Barclay, que serviu no primeiro corpo diplomático da nova Republica norte-americana e foi colega e amigo dos grandes fundadores da nação: George Washington e Thomas Jefferson, Franklin e Lafayette. Teve sua formação clássica na Universidade da Virginia e colou grau em medicina pela Universidade de Pensilvânia.

O segundo campo missionário das Igrejas de Cristo foi o continente africano. Foi enviado à África o ex-escravo negro Alexander Cross. Conhecido por ser muito habilidoso na pregação do evangelho enquanto ainda era escravo, Cross foi consagrado ao trabalho missionário e enviado ao continente africano em outubro de 1853. Passados dois meses que estavam na Republica da Libéria, Cross e seu filho de sete anos faleceram de malária e não se sabe o que aconteceu com sua esposa.

Em 1875, em Louisville, Kentucky, foi formada a “Foreign Christian Missionary Society” (Sociedade Missionária Cristã para o Estrangeiro), mas só após 30 anos do envio de Barclay e Cross finalmente em 1883 as Igrejas de Cristo enviaram mais um missionário. Desta vez foi o tenente do exército de 30 anos de idade formado em West Point, Nova York, Charles E. Garst que foi enviado com sua família para o Japão.

Apesar de terem ocorrido algumas divisões devido a divergências de opiniões, nas quais os patriarcas do movimento foram tão incisivos em ensinar que não deveriam dividir a igreja, do fim do século XIX até hoje, milhares de missionários das Igrejas de Cristo/Cristãs têm sido enviados a todos os continentes, a fim de evangelizar os povos, tribos e nações.

Em Sua magnífica oração em João 17, Jesus orou pela a unidade de Seus seguidores “para que o mundo saiba que tu me enviaste” (v. 23). Sua oração para unidade foi uma oração de evangelismo mundial. Ele quer que Seu evangelho seja pregado no “mundo todo… a todas as pessoas” (Marcos 16.15).

A fé e prática da igreja do Novo Testamento incluíam testemunhar sua fé em Cristo Jesus “em Jerusalém, em toda Judéia, em toda Samaria até os confins da terra” mesmo que, algumas vezes, a igreja teve de ser empurrada naquela direção. A comissão de Jesus a Seus discípulos é a nossa comissão também: “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Mateus 28.19,20).

DISTINTIVOS DOUTRINÁRIOS

Em sua tentativa de restaurar a igreja do Novo Testamento, as Igrejas de Cristo/Cristãs têm dado ênfase a certas áreas negligenciadas por outros movimentos semelhantes. Por serem esforços humanos, movimentos de restauração e reforma da Igreja são imperfeitos. O movimento das Igrejas de Cristo/Cristãs também não é perfeito.

Uma das áreas negligenciadas por muitos evangélicos é a do batismo. Biblicamente, o batismo não é um mero ritual para tornar-se membro de determinada denominação.

O batismo não é um ritual sem significado na salvação, mas é o ponto culminante da conversão. No batismo, o crente passa fisicamente por uma experiência que representa a morte, o sepultamento e a ressurreição. É o ponto culminante da conversão a Jesus Cristo. Uma pessoa morta no pecado, simbolicamente sepultada nas águas, nasce como nova criatura em Jesus Cristo. O Batismo não é um ritual sem significado. Tão pouco a Ceia do Senhor é observância ocasional ou facultativa. Biblicamente, a Ceia do Senhor é o ponto central dos cultos das igrejas do Novo Testamento em cada dia do Senhor (domingo). Reagindo ao sacramentalismo da Igreja Católica Romana, muitas igrejas evangélicas dão pouca importância e até marginalizam o batismo e a Ceia do Senhor. As Igrejas de Cristo/Cristãs procuram restaurar a ênfase bíblica do batismo e da Ceia do Senhor, pois são dois sacramentos.

Outras coisas, além dos sacramentos bíblicos, que as Igrejas de Cristo/Cristãs procuram restaurar são o governo e a liderança da igreja local estabelecida pelos apóstolos. Na Igreja estabelecida por Jesus Cristo através dos apóstolos, havia uma pluralidade de presbíteros que servia em cada congregação local. As congregações locais reuniam-se em diversas casas particulares ou em outros locais escondidos, devido à perseguição. Sob uma liderança de uma pluralidade de presbíteros. Nenhum dos presbíteros era elevado acima dos outros nem tinham títulos especiais. Os presbíteros não ostentaram títulos, tais como “reverendo”, “pastor titular”, “padre”, “senior minister” ou “bispo geral”, embora os dons de Deus os capacitassem a servir em funções diferentes. A autoridade dos presbíteros estava limitada a uma cidade ou uma congregação, embora esta se reunisse em diversas casas. É bom lembrar que, no Novo Testamento, os termos “presbítero”, “pastor” e “bispo” são usados indistintamente para o mesmo oficio (Atos 20.17,28; 1 Pedro 5.1-3). Além do mais, os termos presbítero, pastor e bispo aparecem sempre nas Escrituras na Nova Aliança exclusivamente no plural. A única exceção é quando estes nomes se referem à pessoa de Jesus Cristo (1 Pedro 5.4). Naturalmente, o Pastor e Bispo (singular) da Igreja só pode ser Jesus Cristo. Denotasse também que a diferença não está somente no fato de estar no plural e no singular, mas além de estar escrito no plural está sempre escrito com letra minúscula, sendo assim não é um cargo que esta sendo exercido, mas sim uma função (uma carga). Estes nomes não devem ser usados como títulos, porque não são, mas sim como funções em exercício. Somente quando se fala de Jesus como o Pastor ou Bispo a palavra é escrita com letra maiúscula.

Quanto à organização da Igreja, o Movimento da Restauração tem ensinado a pluralidade e a igualdade na autoridade dos presbíteros em cada congregação. Isto não impede a colaboração entre um determinado número de congregações autônomas, como vemos hoje através dos diversos ministérios, para levar avante projetos específicos cujo custo exija a participação de muitas partes, além do mais é importante termos pessoas de nossa confiança para compartilharmos nossas necessidades e dificuldades que irão interceder por nós e nos apoiar nestes momentos. Só não podemos nos esquecer que somos todos nós “geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2.9). 

OS PATRIARCAS 

BARTON WARREN STONE, 1772-1844, O UNIFICADOR

Nascido em Maryland, Stone cresceu no Sul da Virginia. Mesmo tendo sido criado num lar Anglicano durante sua mocidade passou por um período de incredulidade, mas converteu-se ao Cristianismo enquanto fazia faculdade, passando a ter o desejo de se tornar um pastor Presbiteriano. Mudando-se em 1796 para Kentucky, começou a pastorear duas pequenas igrejas, Concord e Cane Ridge. O avivamento que começou em Cane Ridge em 1801 trouxe mudanças que impactaram e mudaram em sua vida e ministério para sempre.

Sendo que os lideres Presbiterianos eram contra o avivamento, Stone juntamente com outros deixaram a organização e por muito pouco tempo formaram sua própria organização Presbiteriana. Concluindo que esta organização era também um erro, eles dissolveram-na escrevendo o The last Will and Testamente of the Springfield Presbytery (A Última Vontade e o Testamento do Presbitério de Springfield) assinado no dia 28 de junho de 1804. Neste documento enfatizaram os seus compromissos à unidade dos Cristãos, à autoridade das Escrituras e à autonomia da congregação local. Foi nesta ocasião que Stone falou um dos lemas que acompanha as Igrejas de Cristo até hoje “Não somos os únicos Cristãos, mas somente Cristãos”.

Stone tornou-se o líder do Movimento das Igrejas de Cristo/Cristãs no vale de Ohio. Mesmo que inicialmente ele tinha ótimas relações com a Conexão Cristã da Nova Inglaterra/Nova York, ele foi mais favorável a unir-se com os membros do Movimento Campbell. A unificação dos seguidores de Stone e Campbell aconteceu em 1832 quando os dois movimentos se uniram em uma comunhão de igrejas e membros. Em particular Stone é lembrado pelo seu compromisso à unidade dos Cristãos e sua convicção de que a Bíblia é o único guia para igreja. Alguns de seus dizeres são: “Que a unidade dos Cristãos seja nossa estrela polar” e “Que cada Cristão inicie dentro de si mesmo o trabalho de unidade”.

THOMAS CAMPBELL, 1763-1851, O PIONEIRO

Campbell nasceu no norte da Irlanda e por último passou a ser pastor da Igreja Presbiteriana Separatista Anti-Burguesa. Ficando desiludido com a falta de visão da igreja em relação à comunhão dos santos, mudou-se para o EUA em 1807. Mas acabou enfrentado a mesma falta de visão nos EUA.

Deixou os Presbiterianos em 1809 e formou Associação Cristã de Washington (Pensilvânia), um grupo comprometido a reformar a igreja baseando-se na autoridade das Escrituras. Foi ele quem escreveu o lema: “Onde as Escrituras falam, nós falamos; onde as Escrituras não falam, nós nos calamos”. Naquele mesmo ano ele escreveu o influente Declaration and Address (A Declaração e o Discurso), um documento que continua a anunciar os princípios do Movimento da Restauração.

Este documento anuncia a prioridade da unidade Cristã e os males da divisão da igreja. Afirmando também que nada pode ser essencial à vida da igreja a não ser que a Bíblia a faça essencial. Todas as outras áreas são uma questão de opinião, nas quais devem ser exercidas liberdade e tolerância.

Apesar de seu filho Alexander logo ter assumido a liderança deste grupo, foi Thomas quem inicialmente dirigiu o Movimento Campbell. Thomas foi conhecido como o patriarca bondoso que era, comprometido em eliminar as divisões entre os Cristãos. Mais um de seus dizeres é: “A Igreja de Cristo na terra é essencial, intencional e constitucionalmente uma só”.

ALEXANDER CAMPBELL, 1788-1866, O TEÓLOGO

Nascido no norte da Irlanda, Campbell foi criado na Igreja Presbiteriana Separatista Anti-Burguesa e imigrou aos EUA em 1809. Decepcionado com os limites das denominações tanto nas Ilhas Inglesas quanto nos EUA, Alexander juntou-se ao movimento que seu pai (Thomas) havia iniciado.

Através de seus estudos a respeito do batismo, adotou o batismo por imersão para os crentes, fazendo com que se unisse aos Batistas em 1815, apesar da orientação com respeito ao Calvinismo dos batistas. A fricção da relutância dos batistas em aceitar sua posição quanto o batismo ser para a remissão dos pecados fez com que o Movimento Campbell deixasse os Batistas em 1830.

Como editor da revista mensal Christain Baptist (Batista Cristão) que depois passou a chamar-se Millenial Harbinger (Arauto do Milênio), Campbell atacava as tradições da maioria das denominações, e constantemente tentava restaurar “a ordem das coisas antigas”, os padrões da igreja do Novo Testamento. Em suas publicações, assim como em seus cinco debates públicos, Campbell tornou-se conhecido nacionalmente como um articulador e forçoso líder religioso. Na união com os seguidores de Stone, Campbell manteve a posição de líder principal do grupo composto. Quando ele faleceu em 1866 o movimento que liderou tinha status e alcance nacional. Sem dúvida nenhuma, ele é considerado um dos líderes religiosos do século XIX mais dinâmicos e significativos. Alguns de seus lemas foram: “Escola e igrejas andam de mãos dadas pelo progresso da civilização Cristã” e “O Espírito e alma de todas as reformas é o debate livre”.

WALTER SCOTT, 1796-1861, O EVANGELISTA

Nascido na Escócia e formado na Universidade de Edimburgo, Scott imigrou para os EUA em 1818. Chegando a Pittsburgh no próximo ano, passou a ser influenciado pela igreja de imigrantes Escoceses que se identificava com os ensinamentos de Robert e James A. Haldane da Escócia, onde Scott foi introduzido ao compromisso ao Novo Testamento e às primícias precedentes da vida da igreja, bem como a idéia do batismo por imersão para a remissão dos pecados.

Depois de conhecer Alexander Campbell em 1822, ele e Alexander se tornaram amigos pelo resto de suas vidas. Foi Campbell que introduziu Scott a Associação Batista de Mahoning ao nordeste de Ohio. Quando este grupo estava procurando um evangelista para trabalhar em tempo integral viajando e pregando, contrataram Scott para este propósito. Foi quando Scott desenvolveu seu estilo de pregar focado no “exercício dos cinco dedos”, uma maneira simples de explanar o evangelho. Com a pergunta “Que faremos, irmãos?” (Atos 2.37) apresentava que as pessoas precisavam crer, arrepender-se, serem batizadas, e receberem o perdão dos pecados e o dom (morada) do Espírito Santo e vida eterna. Esta ferramenta simples de apresentar o evangelho levou Scott a batizar cerca de 1.000 pessoas por ano durante os seus 30 anos de ministério ativo. Ele é mais lembrado pela sua contribuição com respeito à restauração da pregação apostólica. Alguns de seus lemas foram: “A mensagem de ouro: A grande verdade salvadora é que Jesus é o Cristo” e “As condições do evangelho antigo: fé, arrependimento, batismo, perdão dos pecados, dom do Espírito Santo, e vida eterna”.

COMO A IGREJA DE CRISTO CHEGOU AO BRASIL

A Igreja de Cristo foi a realização de um sonho. Aos 12 anos de idade o jovem David foi batizado nas águas e depois disso ele começou a dedicar sua vida para ser um instrumento de Deus, ele cresceu na Fé e Deus lhe deu a oportunidade de evangelizar em vários lugares e para várias pessoas, depois Deus o levou para a faculdade Johnson College, em Knoxille, Tennessee onde estudou a palavra de Deus e preparou-se em oração e trabalho. Havia um "cenáculo", onde cada aluno era encorajado a orar diariamente, ali, Lloyd David lembrava-se de Isaías 6 e da grande obra missionária.

Passaram pelas portas da Faculdade missionária do Japão, China, África, Índia, Korea, Tibet, Porto Rico, mas não da América Latina, não do Brasil. Todavia Deus estava operando por meio de seu Espírito Santo, chamando a atenção de David por meio de livretos, da pregação do evangelho e de um mapa do mundo no corredor da faculdade onde os alunos passavam todos os dias.

Neste mapa, no Brasil havia um lugar marcado: FUTURA CAPITAL! A chamada para ir ao Brasil concentrou-se ali como ponto para alcançar o país, o continente e o mundo. Reconhecendo que já tinha o evangelho da igreja Católica Romana e compreendendo a posição, ouviu que uma missão deveria ser aberta ali, antes de chegarem as correntes de imigrante um padre dizia "guarde a sua religião, mas traga Cristo para nós ". Sentiu cada vez mais o chamado para ajudar a espalhar a mensagem da salvação no Brasil.

Depois de muita oração, veio a convicção de que se Deus permitisse ele iria para o Brasil. nem podia imaginar como. Continuou os seus estudos e se formou Bacharel em artes em maio de 1943. Ele apresentou para os seus colegas de formatura a sua chamada ao Brasil e, após orar, eles votaram por formar uma missão simples para enviar este seu colega ao Brasil. Não se sentido preparado ainda, Lloyd David continuou os seus estudos na Universidade de Phillips, em Enid, Oklahoma, e ali se formou Mestre em artes Sociais e Mestre de Divindade.

Nestes anos de estudo e pós-graduação, Lloyd David conheceu Ruth Edna Snodgrass, também candidata missionária, e eles se casaram em 29 de agosto de 1945. Juntos, prepararam-se para o campo missionário no Brasil. Encontraram um casal do Brasil, ministrando numa Assembléia de Deus na mesma vila, Taloga Oklahoma, onde Lloyd David também ministrava e buscavam orientação com eles. A esposa do casal era filha do missionário Orlando Boyer, que morava no Brasil. A ida para o Brasil demorou por causa de dificuldades em obter os vistos necessários, mas Deus abriu as portas e eles chegaram ao Rio de Janeiro em 25 de março de 1948.

Chegando na Alfandega, teve encontro de surpresa pelos missionários Orlando Boyer e Lawrence Olson onde ficaram naquela noite. No dia seguinte, recomendaram que Lloyd David mudasse o seu nome, tirando "LlOYD" e deixasse só "DAVID". Acharam uma pensão familiar na Tijuca com uma família brasileira e logo, começaram os seus estudos da língua portuguesa e esperavam a chegada de sua bagagem para poderem mudar para o seu destino, A Futura Capital Federal, no centro do país.

Enquanto esperava a construção da nova cidade, decidiram ficar em Goiânia, a capital de Goiás. Em junho, depois de uma viagem de exploração na companhia do missionário Bernardo Johson(pai), o jovem Lloyd David foi de trem a Varginha, Belo Horizonte, e depois a Anápolis. Em seguida a esta viagem, Ruth Edna e Lloyd David mudaram-se para Goiânia e alugaram um barracão, o qual foi a primeira base de trabalho e continuaram seus estudos lingüísticos.

Deus trouxe crianças que queriam ver os estrangeiros e ficaram para aprender de Jesus. O número cresceu, uma escola primária e uma escola dominical foram formalizadas. Quando a casa não comportava os números de pessoas, mudaram as escolas para Vila Nova, bairro de Goiânia. Houve decisões por Cristo e batismo e a primeira Igreja de Cristo do ministério do Movimento de Restauração foi instalada no planalto de Goiás, no dia 7 de setembro de 1948.

Outros missionários chegaram. Outras Igrejas se desenvolveram e centros de treinamento surgiram. Nesse período, houve desenvolvimento da mudança da capital federal para o interior. O presidente Jucelino Kubitschick foi eleito. Durante uma reunião de obreiros da missão, no mesmo momento em que um grupo de oficiais do governo se reunia no mesmo hotel em Goiânia, houve um encontro de amizade que animou os missionários já de visitar o novo distrito e abrir o trabalho na "ainda futura " capital.

A primeira carta à comissão construtora da Nova Capital pedindo um lote para um templo foi escrita em 1955, mas não foi possível receber um lote naquela data. Em 1958, o requerimento de numero 001, para lote de uma Igreja, foi feito junto com o pedido de lote para um acampamento cristão e uma escola agrícola. Assim após uma visita ao Departamento de Terra da Nova Capital no Rio de Janeiro em 1959, foi registrado em Planaltina o lote EQS 305/306, no Plano Piloto e houve a inauguração deste lote onde seria construído um templo, mas uma Faculdade Cristã, a sede da Missão Cristã do Brasil e a sede do Projeto integral de Vida. No distrito Federal há mais 80 congregações. Em todo Brasil, existem mais de 600 congregações com mais de 100,000 membros.

Deus trabalhou com "vasos" simples, juntou com outros pioneiros que ouviram a sua voz e foram plantar a "semente" das boas Novas no Planalto e na "Futura", agora "Presente" Capital Federal do Brasil. O trabalho tem a promessa de que as "portas do inferno" não pode prevalecer contra os que continuam trabalhando, servindo e glorificando a Deus.

DOUTRINA
• A Igreja de Cristo é uma igreja livre. Não pertence a qualquer organização eclesiástica.  Estamos sujeitos somente a Cristo, o Cabeça da igreja sobre todas as coisas. (Colossenses 1.18).
• Aceitamos a Bíblia como único credo, única regra de fé e prática (II Timóteo 3.16-17) e cremos que a palavra de Deus é infalível (Salmos 19.7-8).
• Batizamos em águas para a remissão dos pecados (Atos 2.38, Romanos 6.3-8) Através deste sepultamento, juntamente com Cristo, recebemos o novo nascimento e a presença do Espírito Santo em nossa vida (Atos 2.38. Romanos 5.5).
• Nosso alvo é agradar a Deus, servi-lo e obedecê-lo como diz o Novo Testamento (Romanos 1.21; 12.2-11 e I Timóteo 2.1-8).
• Não usamos qualquer nome, senão os divinos (Atos 4.12). Não aceitamos qualquer livro senão a Bíblia (João 12.48). Esforçamo-nos para sempre sermos unicamente cristãos (João 1.12, Atos 11.26, I Pedro 4.16).
• Procuramos a verdadeira comunhão em Cristo, a qual é baseada na Bíblia, e em unidade, doutrina, Espírito e Fé (I Coríntios 1.10, Efésios 4.4-6, Filipenses 2.1-2).
• Pregamos a ressurreição dos mortos, o Juízo e os dois destinos eternos (Atos 17.30-31, I Tessalonicenses 4.14).
• Cremos que o Cristão deve continuar crescendo espiritualmente, até o fim da vida, porquanto Deus reserva bênção aos que são fiéis (Efésios 4.15, Apocalipse 2.10).
• Mantemos, enfim a prática da igreja do Novo Testamento, de observar a Ceia do Senhor a cada primeiro dia da semana (Atos 20.7).
• A Igreja de Cristo é a igreja do Novo Testamento (Mateus16.18, Romanos 16.16).

Convidamos a todos que fazem parte do "Corpo de Cristo" a unir-se conosco nesta fraternidade Universal, pela verdade e pela sã doutrina (Tito 2.1, II Timóteo 1.13).

Para Esse Fim...

• Aceitamos e mantemos a Bíblia como a única regra de fé e prática para a Igreja de Cristo (II Timóteo 3.16-17). 

• Cremos que Jesus Cristo é o único credo prescrito na Bíblia para nossa aceitação (Mateus 16.6, II Timóteo 1.12, Atos 4.12, I Corintios 2.2 e Hebreus 13.8).

• Estamos prontos pra receber conselhos e encorajamos o escrutínio crítico por parte de todos os interessados. Se alguém puder demonstrar que não estamos proclamando todo conselho de Deus, estamos prontos para corrigir nosso erro.

• Esforçamo-nos por usar termos bíblicos quando aplicados às idéias bíblicas. As palavras representam idéias, pelo que, a fim de transmitir os pensamentos com a máxima correção, devem ser usadas as mesmas palavras empregadas na Escrituras (I Pedro 4.11). É por essa razão que a nós nos chamamos de cristãos (I Pedro 4.16) e também aceitamos o nome bíblico para a igreja.

• Pregamos exclusividade a doutrina bíblica. A Bíblia e explicita e clara no que concerne a salvação. Isso pregamos e defendemos (Judas 3). Pelo mesmo motivo nos opomos a quaisquer tentativas para substituir a verdade bíblica pelas inovações humanas, seja na prática, seja na teoria (Mateus 15.19, I Coríntios 4.6 e Gálatas 1.8-9).

• Oramos incessantemente (I Ts 5.17).

• Não reconhecemos qualquer classe especial de clérigos, mas praticamos o sacerdócio universal de todos os crentes, fazendo todos responsáveis pela propagação de boa mensagem e progresso do trabalho da Igreja (Mt 23.8, I Pe 2.9).

• Em nossa forma de governo da igreja local somos congregacionais e autônomos. Esse procedimento bíblico estabelece que a congregação local que deve ser governada pelos seus lideres, localmente eleitos, servidos pelos diáconos, com a aprovação de congregação (I Tm 3.8-13; II Tm 3.17, Hb 13.7, I Pe 5.2-3). Outros líderes oficiais evangelistas e os professores (Ef 4.11).

PRATICAMOS EXCLUSIVAMENTE AS ORDENANÇAS:

• Imersão em Cristo, do crente penitente, para a remissão dos pecados (Mc 16.15-16, Mt 28.18-20, Atos 2.38; 8.12, Rm 6.4 , Cl 2.12, Gl 3.27, Atos 22.16 e Tito 3.5).

• A ceia do Senhor com o encontro semanal com Cristo Jesus (Lc 22.19, I Co 10.16-17; 11.26; 26.30 e Atos 20.7).

• O Dia do Senhor, no primeiro dia de cada semana (Jo 20.26- separado, Ap 1.10- proclamando, Atos 20.7, I Co 16.2- observado).

• A manutenção da congregação local por meio de dízimos e ofertas voluntárias (I Co 9.7-14; 16.2, II Co 9.6-10, Gl 6.8, Atos 20.35, Lc 6.38, Malaquias 3.10, Lc 18.12, Mt 23.23, Hb 7.2).

A IGREJA E A DOUTRINA

• Cristo Jesus é sua cabeça e o seu fundador (Ef 1.3 e Mt 16.16-18)

• Cristo Jesus é seu fundamento, sobre o qual está edificada (I Co 3.11, Ef 2.19-20 e Mt 16.16-18)

• Teve inicio no primeiro Pentecostes depois da ressurreição de Cristo (At 2.1)

• O seu inicio foi em Jerusalém (At 2.5)

• O estabelecimento da igreja foi efetuado por meio de:

   • Pregação (At 2.14)
   • Ouvir (At 2.37)
   • Fé (At 2.37-41)
   • Arrependimento (At 2.38)
   • Confissão (Rm 10.9-10)
   • Batismo (At 2.38)

• Visto que o padrão bíblico não dá lugar a qualquer sistema hierárquico ou a qualquer controle exterior, nossa congregações locais são autônomas e auto-governadas, sob a direção de Cristo.

• Para alguém tornar-se membro da igreja, precisa ser adicionado pelo Senhor (At 2.47).

ISSO REQUER QUE VOCÊ...

• Creia em Cristo - "Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado" - (Marcos 16.16 e Atos 16.23-33).
• Arrependa de seus pecados - "Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens, que todos em toda parte se arrependam" - (Atos 17.30, 2.38)
• Confesse tua fé em Cristo - "Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação" - (Romanos 10.10 Mateus 16.16; 10.32-33 e I Timóteo 6.12).
• Seja batizado - "Arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para a remissão dos vossos pecados, e recebereis o Dom do Espírito Santo" (Atos 2.38; 8.38 e 22.16). 

ESPERA-SE QUE CADA MEMBRO

 Persevere em:

• Estudo bíblico e atenção à pregação da Palavra;

• Comunhão com a congregação e suas atividades;

• Prática da observação da Ceia do Senhor, em cada dia do Senhor;

• Oração (Atos 2.42, Hebreus 10.24-25, I João 1.7, Atos 20.7 e I Tessalonicenses 5.17);

• Progrida para a perfeição no crescimento espiritual (Hebreus 6.1, Efésios 4.13);

• Ministre na sua congregação local (Efésios 4.11-13);

• Seja bom despenseiro do seu tempo (II Corintios 8.1-12).

A NECESSIDADE DE TORNAR-SE CRISTÃO

Porque?
"Porque o filho do homem veio para buscar e salvar o perdido" (Lucas 19.10)."Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Romanos. 3.23).

Quem pode?
"Todo aquele que invocar o nome do Senhor, será salvo" (Romanos 10.13).

Como?
Fé em Cristo. Arrependimento para com Cristo. Batismo em Cristo. (Atos 2.38-39).

Para receber:
Remissão dos pecados. O Dom do Espírito Santo e a vida eterna em Cristo Jesus. (Atos 2.38-39).

AS MARCAS DAS IGREJAS DE CRISTO

• A Igreja de Cristo é essencial, intencional e constitucionalmente uma só, constituindo-se de todos, e em todo lugar, que professam sua fé em Cristo e lhe obedecem em todas as coisas de acordo com as Escrituras, e que manifestam essa fé através de seu comportamento e conduta.

• Embora essa unidade pressuponha e permita a existência de congregações locais, deverá haver a mais perfeita harmonia e unidade de espírito entre todas elas. Somos uma parte distinta da família de Deus, chamada Igreja de Cristo, e queremos manter comunhão com eles desde que esta comunhão não nos imponha retrocesso no processo de restauração.

• A Bíblia é a única regra de fé e prática para os cristãos, os quais se sujeitam a todos os seus ensinos, mandamentos, preceitos, tais como ensinados no Novo Testamento pelo Senhor Jesus Cristo e seus apóstolos.

• As Escrituras do Velho e Novo Testamento são inseparavelmente ligados, formando uma revelação perfeita e completa da vontade divina para a edificação da Igreja; portanto neste particular, não poderão ser separados. Por outro lado no que se refere direta e propriamente a seu propósito, no Novo Testamento é constituição para o culto, a disciplina e o governo da igreja, como foi o Velho Testamento para o culto, disciplina e governos para o povo de Israel.

• Nenhuma autoridade humana detém o poder de emendar ou modificar a constituição original da igreja. Onde a Bíblia fala nós falamos; onde a Bíblia não fala ninguém tem o direito de impor suas opiniões. Nada deverá ser exigido como artigo de fé, adoração ou comunhão, que não seja ensinado no Novo Testamento. Reconhecemos, porém que cada cristão e cada congregação tem liberdade de expressão na adoração, no louvor e no exercício da vida cristã, dentro de sua própria cultura.

• Interpretações e deduções das Escrituras, embora podendo ser verdadeira, não podem transformar-se em mandamento e ordenanças da igreja.

• Opiniões divergentes quanto tais interpretações não poderão constituir-se em obstáculos na comunhão no corpo de Cristo.

• A confissão de fé em Cristo Jesus, o Filho de Deus, como o único Senhor e Salvador e a conversão mediante o arrependimento são suficientes para alguém ser batizado e tornar membro do corpo de Cristo, restabelecendo, assim, a sua comunhão com Deus.

• A única forma de batismo que simboliza biblicamente o sepultamento e a ressurreição com Cristo e o novo nascimento é a imersão nas águas (Romanos 6.3-5, Colossenses 2.12).

• Todos que têm feito sua confissão em Cristo deverão demonstrar a sinceridade da mesma em sua conduta, amando e vivendo fraternalmente como membro do mesmo corpo e co-herdeiros da mesma herança.

• A divisão entre cristãos é anti-bíblica e anormal. É uma violação direta ao mandamento do Senhor Jesus (João 17.20-23, Efésios 4.1-6).

• A negligência à vontade de Deus revelada nas Escrituras e a introdução de inovações humanas tem sido causa de corrupção e divisões na igreja.

• Os métodos e meios adotados por uma igreja local a fim de obedecer aos mandamentos divinos que não sejam mencionados expressamente nas Escrituras, devem ser vistos como recursos humanos e não como leis para que não sejam motivos de contendas e divisões no corpo de Cristo.  

DECLARAÇÃO DE FÉ DA IGREJA DE CRISTO

 Cremos:

• Em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Deuteronômio 6.4, Mateus 28.19 e Marcos 12.29).

• Na inspiração verbal de toda a Bíblia Sagrada, única regra normativa de fé, infalível para a vida e o caráter cristão (II Timóteo 3.10-17).

• No nascimento virginal de Jesus Cristo, em sua morte vicária expiatória, em sua ressurreição corporal dentre os mortos e em sua ascensão vitoriosa aos Céus (Isaias 7.14, Romanos 8.34 e Atos 1.9).

• No pecado original que destituiu o homem da glória de Deus em que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo podem restaurar o seu relacionamento com Deus (Romanos 3.23 e Atos 3.19).

• No perdão dos pecados, na certeza da salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma, recebida gratuitamente de Deus, mediante a fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo a nosso favor (Romanos 3.24-26; 10.13, Hebreus 7.25;5.9).

• Na necessidade absoluta de novo nascimento, por meio da fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, o que torna o homem digno do reino dos Céus (João 3.3-8).

• Na salvação de todo aquele que perseverar até a morte no testemunho de Cristo (Apocalipse 2.15-16).

• No batismo bíblico, efetuado por imersão de corpo inteiro, uma só vez, em nome do Pai do Filho e do Espírito Santo para a remissão dos pecados (Atos 2.38), tendo ainda que haver evidência de fé e arrependimento, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo (Mateus 28.19,Romanos 6.14 e Atos 8.12)

• No batismo bíblico com o Espírito Santo, que é dado por Deus, mediante a intercessão de Jesus Cristo, sendo recebido pela fé (Atos 1.15; 10.44-79; 19.1-7).

• Na atualidade dos dons espirituais, distribuídos pelo Espírito Santo à igreja, para sua edificação, conforme a sua soberana vontade (II Coríntios 12.1-12).

• Na necessidade e possibilidade que temos de viver vida santa, mediante a obra expiatória e redentora de Jesus Cristo no calvário, através do poder regenerador, inspirador e santificador do Espírito Santo, que nos capacita a viver como fiéis testemunhas do poder de Cristo (Hebreus 9.14, I Pedro 1.15-e 16).

• Na Santa Ceia, instituída pelo Senhor Jesus Cristo na noite em que foi traído com o pão simbolizando o seu corpo e o vinho o seu sangue, devendo ser realizada todo primeiro dia da semana (Atos 20.7, I Coríntios 11.23-37 e Mateus 26.26-29).

• Na restauração da igreja atual, nos moldes da igreja primitiva (Atos 3.21, Efésios 4.7-19).

• No ministério local, plural e teocrático (Efésios 4.11 e 12 e II Timóteo 3.1-16).

• Na semelhança do homem com Deus, sendo aquele formado de espírito, alma e corpo (Gênesis 1.26, I Tessalonicenses 5.23 e Hebreus 4.12).

• Na Segunda vinda de Cristo visível e corporal (Mateus 24.21-36, Atos 1.1-11 e Lucas 21.25-27).

• Em que ao homem cabe morrer uma só vez, vindo depois disto o Juízo (Hebreus 9.27).

• Em que todos os Cristãos comparecerão ante o tribunal de Cristo, para receber a recompensa dos feitos da causa de Deus na terra. (II Coríntios 5.10).

• No Juízo vindouro, que justificará os fiéis e condenará os infiéis (Apocalipse 20.11-15).

• Na vida eterna de gozo e felicidade para os fiéis e tristeza e tormento para os infiéis - a partir do momento da morte (Mateus 25.46).

CONCLUSÃO

Vemos que a Igreja de Cristo/Cristã é uma igreja histórica fundamentada somente nas Escrituras sendo uma igreja do Novo Testamento, com ensinamentos específicos a serem cumpridos por aqueles que querem de coração cumprir com os mandamentos do próprio Cristo. Através destes dois séculos do Movimento da Restauração, crendo que na verdade a Igreja de Cristo teve seu início no dia de Pentecostes, as Igrejas de Cristo/Cristãs têm zelado e lutado para cumprir o desejo de Cristo Jesus expressado em João 17 mantendo assim a unidade. 

Infelizmente houve através dos anos momentos em que esta unidade ficou comprometida. Em 1909 alguns irmãos decidiram que não dava para continuar junto com os irmãos que usavam instrumentos musicais para cultuarem ao Senhor. Mesmo o Antigo Testamento estando cheio de exemplos de instrumentos musicais sendo usados para cultuar ao Senhor e mesmo que no livro de Apocalipse mencionam instrumentos musicais, na opinião deles foi decidido que não deveriam usá-los para cultuar ao Senhor devido a não ser mencionado o uso dos mesmos na Igreja do Novo Testamento. Passando a usar o nome Igreja de Cristo Não-Instrumental. E o restante do movimento continuou a usar o nome Igreja de Cristo/Cristã ou somente Igreja Cristã, ou Igreja Cristã dos Discípulos. Já em 1969 foi concluída a separação de um outro grupo que decidiu tornar-se praticamente uma denominação, mas não só isso, em sua doutrina decidiram torna-se mais liberais. Este grupo denomina-se Igreja Cristã dos Discípulos. Sendo assim o restante do grupo, no qual a Igreja de Cristo no Brasil é fruto de seu trabalho missionário, ficou com o nome Igreja de Cristo/Cristã ou somente Igreja Cristã. Mesmo havendo algumas divergências até hoje os três grupos reúnem-se a cada 4 anos na Convenção Mundial, deixando assim suas diferenças e cultuando ao Senhor juntos. Existem vários missionários das Igrejas de Cristo Não-Instrumentais que são sustentados por Igrejas de Cristo/Cristãs, e é uma pena que não aconteça o inverso. Nas faculdades das Igrejas de Cristo/Cristãs nos EUA há professores dos três grupos. Muitos dos irmãos não-instrumentais hoje já passaram a usar instrumentos musicais em seus cultos, um exemplo disso é a igreja do Max Lucado em Santo Antonio, Texas. Existe um movimento dentro do movimento para aproximar estes grupos novamente. Um dos maiores pivôs destas separações foram as associações missionárias que até o início dos anos 70 trouxeram muita divisão não só entre os três grupos, mas dentro dos grupos em si. As associações defendiam que só deviam ser sustentados os seus missionários e as suas missões tanto nos EUA quanto no resto mundo. Deixando assim de trabalharem juntos!

Para nossa infelicidade encontramos muitas coisas semelhantes ao período das divisões do Movimento da Restauração acontecendo em nosso meio nos dias de hoje. A partir que as associações missionárias passaram a trazer divisão no seio da igreja, elas se tornaram maldição e deixaram de cumprir com o IDE, tornando-se pecado. Com a criação dos ministérios com propósitos distintos no Brasil temos passado a ver o mesmo quadro e a história se repetindo. Os ministérios no Brasil devem ter o propósito de cumprir com o IDE dentro das bases doutrinarias das Igrejas de Cristo/Cristãs com ética, não entrando em competição uns com os outros e nem mesmo promovendo divisões dos próprios ministérios para criação de outros. A partir do momento que os ministérios passam a promover divisão e competição entre as igrejas já não são mais benção e sim maldições e estão em pecado. Jesus abomina este espírito maligno de competitividade e arrogância no seio de Sua Igreja. Isso não tem nada a ver com o Movimento da Restauração e muito menos com a Igreja do Novo Testamento.

Gostaria de ver sendo repedidas as coisas boas do Movimento da Restauração. Eu quero estar debaixo da unção da unidade, que foi quando o movimento mais cresceu. Gostaria de desafiar os irmãos a buscarmos a unção que Deus derramou sobre a Igreja do Novo Testamento que se manifestou sobre a vida dos patriarcas do Movimento da Restauração. Barton Stone conseguiu unir com o avivamento em Cane Ridge irmãos de todas as denominações para adorarem ao Senhor juntos sem uma placa denominacional, mas unidos no corpo de Cristo. Quando o avivamento se iniciou juntando todas as igrejas da região havia somente 10.000 membros em todas elas, mas mais de 25.000 pessoas foram impactadas pelo avivamento. Em 9 anos Stone implantou 300 igrejas. Devido à dedicação de Alexander Campbell ao ensino, cultura e a política. O Movimento da Restauração iniciou as grandes Universidades dos Estados de Arkansas, Missouri, Kentucky, Butler (Indiana), Drake (Iowa), e Cristã do Texas. Em seus ramos as Igrejas de Cristo/Cristãs nos EUA e Canadá mantêm mais de 30 universidades, mais de 30 faculdades teológicas, quase 10 seminários teológicos de pós-graduação. Alexander Campbell foi eleito deputado à Assembléia Constituinte do Estado da Virginia, em 1819. Três foram os presidentes dos EUA que eram membros das Igrejas de Cristo/Cristãs James Garfield, Lyndon Johnson e Ronald Reagan. Muitos foram os vereadores, prefeitos, governantes, deputados estaduais e federais, e senadores das Igrejas de Cristo/Cristãs através dos anos. Walter Scott com sua pregação simples do evangelho durante 30 anos de ministério ativo batizou cerca de 1.000 pessoas por ano. Imagine você plantar 300 igrejas em nove anos, termos faculdades espalhadas pela nossa nação, homens cheios do Espírito representando o Senhor e a Igreja na política, você batizar 30.000 pessoas em 30 anos. Queridos estes devem ser os nossos alvos como Igreja de Cristo/Cristã no Brasil. Para isso acontecer precisamos descer a guarda, tirar fora o espírito de competitividade e colocarmos as vestes da unidade e vivermos a sã doutrina sendo zelosos pelos ensinamentos bíblicos de nosso movimento.

Mesmo com os nossos defeitos, hoje o Movimento da Restauração está presente com missões em 180 países do mundo, e conta com cerca de 16 milhões de membros sendo aproximadamente 8 milhões somente nos EUA. Sendo o grupo evangélico que mais cresce no mundo, tendo mais mega igrejas do que qualquer outro grupo nos EUA e tendo a segunda maior igreja evangélica do EUA em Louisville, Kentucky, que tem aproximadamente 30.000 membros.

Aconselho que leiam os estudos Uma Vida Cristã Saudável (Jeff Fife); A Igreja do Novo Testamento e O Partir do Pão (Thomas Fife) para mais esclarecimentos quanto ao Movimento da Restauração e as Igrejas de Cristo/Cristãs.

Que Deus nos dê capacidade para cumprirmos com o Seu chamado para as nossas vidas na nossa geração como parte do Movimento da Restauração e das Igrejas de Cristo/Cristãs no Brasil e no mundo em nome de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo! Amem!

Bibliografia:

David L. Eubanks (Presidente, Johnson Bible College), Simply Christians (Simplismente Cristãos),
The Loockout (Standard Publishing, 2005).
Thomas W. Fife (Missionário), A Igreja do Novo Testamento, (Texto Programado 1995 – edição 1996).
James B. North (Professor, Cincinnati Bible College), Union and Truth (União e Verdade),
Historia Interpretativa do Movimento da Restauração, (Standard Publishing, 1994).
Justino Rosa (Pastor, Igreja de Cristo em Campinas), Princípios das Igrejas de Cristo

Adaptação, Tradução e Complemento – Jefferson “JEFF” Davis Fife
Missionário/Presidente - River of Life Ministries/Ministério Rio de Vida
Pastor/Presidente – Igreja de Cristo Rio de Vida em Campo Limpo Paulista – SP
Rua Maria José Rodrigues, 105
Jardim Santa LúciaCampo Limpo Pta – SP 13.236-200
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